24 de Janeiro de 2013

Custos industriais sobem mais que preços de produtos industrializados

Os custos da indústria brasileira aumentaram 8,1% no terceiro trimestre de 2012 em relação ao mesmo período de 2011. A alta superou o aumento de 6,6% dos preços dos produtos industriais, registrado pelo ?ndice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), calculado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), o que sinaliza a redução da margem de lucro das empresas.

Os custos da indústria brasileira aumentaram 8,1% no terceiro trimestre de 2012 em relação ao mesmo período de 2011. A alta superou o aumento de 6,6% dos preços dos produtos industriais, registrado pelo ?ndice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), calculado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), o que sinaliza a redução da margem de lucro das empresas.

Esse foi o quinto trimestre consecutivo em que o Indicador de Custos Industriais subiu mais do que os preços dos manufaturados, informa a publicação trimestral Indicador de Custos Industriais, lançada nesta quinta-feira, 24 de janeiro, pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). O Indicador de Custos Industriais é formado por custo de produção (composto por custos com pessoal, bens intermediários e energia), custo de capital de giro e custo tributário.De acordo com o estudo, o aumento de 8,1% no Indicador de Custos Industriais, o maior registrado desde 2010, é resultado da alta dos custos de produção e das despesas com tributos. O custo de produção subiu 10,6% no terceiro trimestre de 2012 frente ao mesmo período de 2011, puxado principalmente pelo aumento de 19,2% dos bens intermediários importados, cujos preços foram pressionados pela desvalorização do real. "Os custos com bens intermediários nacionais também aumentaram, mas com menor intensidade: 10%", afirma o estudo.Os custos com tributos subiram 7,1% no terceiro trimestre de 2012 em relação ao mesmo período de 2011. "Mesmo diante das medidas do governo para a redução da carga tributária na indústria, como a desoneração da folha de pagamentos e a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), o custo tributário manteve-se em crescimento", informa a CNI.O estudo mostra ainda que o ritmo de crescimento do custo com pessoal diminuiu e alcançou 9,9% no terceiro trimestre de 2012 frente ao mesmo trimestre de 2011. Na mesma base de comparação, os custos com energia aumentaram 4,4%. Com a redução dos juros, o custo com capital de giro caiu 30,7%.

Segundo o gerente executivo da Unidade de Pesquisa e Competitividade da CNI, Renato da Fonseca, os custos industriais tendem a diminuir com a redução das tarifas de energia, com as medidas de desoneração do setor produtivo e com uma eventual manutenção de queda no ritmo de aumento dos custos com pessoal. "Se esse quadro se mantiver, há uma tendência de redução dos custos", disse Fonseca.

(Redação - Agência IN)

Fonte: http://www.investimentosenoticias.com.br

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