10 de Dezembro de 2012

Supermercados continuam sendo o foco da elevação dos preços no varejo

Pelo terceiro mês consecutivo, os preços no varejo de São Paulo apresentaram elevação. De acordo com o ?ndice de Preços no Varejo (IPV), apurado pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), em outubro, houve alta de 0,83% nos preços.

Pelo terceiro mês consecutivo, os preços no varejo de São Paulo apresentaram elevação. De acordo com o ?ndice de Preços no Varejo (IPV), apurado pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), em outubro, houve alta de 0,83% nos preços. Em setembro, o indicador havia apresentado elevação de 0,76% e de 0,45% em agosto. O índice acumula variação positiva de 2,78% em 2012 e alta de 4,05% nos últimos 12 meses.

O principal responsável pela alta no varejo foi o setor de supermercados com incremento de 1,9%. Como a participação desse grupo na composição do índice geral é grande, suas flutuações tendem a impactar de maneira mais contundente o indicador. As variações mais relevantes foram notadas em: cereais (8,4%), pescados (5,6%), carnes bovinas (5%), frutas (4,7%) e derivados da carne (4,7%). O setor de feiras apresentou alta de 1,6% em outubro, depois de duas quedas consecutivas (2,5% em agosto e 2,6% em setembro). A elevação é reflexo da alta nos tubérculos (4,3%), nas aves (3%), verduras (2,5%) e frutas (2,2%). Os veículos também registraram variação positiva de 0,5%. Segundo a Assessoria Técnica da FecomercioSP, com a expectativa do fim do IPI - que acabou sendo prorrogado até dezembro - as vendas dos automóveis foram alavancadas, todavia, os automóveis novos mantiveram-se com preço estável em outubro, enquanto os veículos usados se recuperaram de um período de oito meses de quedas consecutivas e elevaram-se em 1,30%. Em 2012, o setor atinge -5,9%. Já o setor de eletrodomésticos, embora também seja favorecido pela redução do IPI nos produtos da linha branca, registrou alta de 1,8% em outubro. Além disso, os eletroportáteis elevaram-se em 0,6%, assim como os artigos de utilidades domésticas, que ficaram, em média, 0,13% mais caros. A atividade de eletrodomésticos ainda acumula queda de 0,3% no ano. Por outro lado, o setor que apresentou a principal redução no IPV de outubro foi o de eletroeletrônicos, cuja queda foi de 1,6%. O grupo acumula em 2012 a maior variação negativa dentre todos os segmentos pesquisados (-8,3%) e completa uma trajetória de 36 meses de recuos consecutivos. De acordo com a Assessoria Técnica, os alimentos tendem a seguir como os principais vilões dos preços no varejo no último trimestre de 2012, diferentemente do que vinha ocorrendo nas edições anteriores, já que de modo sazonal os alimentos costumam sofrer maiores altas no início do ano em virtude de problemas climáticos em diversas regiões produtoras. Na primeira metade do ano os preços no varejo se elevaram, em média, 0,14%, enquanto entre julho e outubro o indicador atingiu uma média de 0,48% de crescimento. De qualquer forma, é importante ponderar que ainda que os preços estejam nitidamente mais acelerados no segundo semestre no contraponto com o primeiro. ?? provável que o IPV encerre o ano abaixo dos 4,09% percebidos em 2011 - pois seria preciso um aumento de 1% nos meses de novembro e dezembro para se atingir 4% no acumulado de 2012. Por mais que os alimentos sigam com preços mais pressionados ao longo de todo o ano, o movimento de alta das commodities parece estar próximo do fim e não deve haver pressões significativas e persistentes como as vistas neste último trimestre.

(Redação - Agência IN)

Fonte: http://www.investimentosenoticias.com.br

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