18 de Março de 2013

Petrobras divulga Plano de Negócios e Gestão 2013 - 2017

Petrobras informou em comunicado que seu Conselho de Administração aprovou o Plano de Negócios e Gestão 2013-2017 (PNG 2013-17), com investimentos totalizando US$ 236,7 bilhões, mantendo o mesmo nível de investimentos do último Plano, sendo US$ 207,1 bilhões referentes à carteira em implantação.

Petrobras informou em comunicado que seu Conselho de Administração aprovou o Plano de Negócios e Gestão 2013-2017 (PNG 2013-17), com investimentos totalizando US$ 236,7 bilhões, mantendo o mesmo nível de investimentos do último Plano, sendo US$ 207,1 bilhões referentes à carteira em implantação.?

Dando continuidade ao PNG 2012-16, a elaboração do PNG 2013-17 teve por fundamento a manutenção das metas de produção de óleo e gás natural; não inclusão de novos projetos, exceto para exploração e produção de óleo e gás natural no Brasil; incorporação dos resultados dos programas estruturantes PROCOP, PROEF, PRCPoço e INFRALOG e a ampliação do escopo do Programa de Desinvestimentos (PRODESIN).

O PNG 2013-17 mantém o princípio da gestão de projetos empregando a sistemática que os separa em quatro fases de acordo com sua maturidade. A carteira de projetos em implantação totaliza US$ 207,1 bilhões e contempla todos os projetos em Fase IV, já contratados, e todos os projetos de E&P no Brasil. A carteira em avaliação, com US$ 29,6 bilhões, engloba projetos dos demais segmentos que atualmente se encontram em Fase I (identificação de portunidade), II (projeto conceitual) e III (projeto básico) que, para migrar para a carteira em implantação, precisam confirmar viabilidade técnicoeconômica (aprovação da Fase III).

A análise do portfólio do PNG 2013-17 resultou na manutenção dos projetos do PNG 2012-16 para o período 2013-2017, sem inclusão ou exclusão de novos projetos na carteira em implantação, exceto para casos de E&P no Brasil em que, visando sustentar as metas de produção planejadas, houve inclusões e exclusões bem como antecipações e postergações de projetos.Todos os projetos do PNG 2013-17 incorporam o acompanhamento das Curvas S (gráfico que representa a evolução física e financeira do projeto) e as projeções futuras são feitas a partir da análise da execução destas curvas, que são acompanhadas pela Diretoria Executiva e que suportam o alcance das metas do Plano.

Meta de Produção de ??leo e Gás Natural no Brasil

O PNG 2013-17 confirma a curva de produção estabelecida no Plano anterior, mantendo inalteradas as metas e ratificando sua exequibilidade.?A meta de produção de óleo e LGN (líquido de gás natural) no Brasil é de 2,5 milhões bpd em 2016, de 2,75 milhões bpd em 2017, e de 4,2 milhões bpd em 2020. Assim como em 2012, para 2013 a meta é de manutenção da produção em linha com o nível de 2011 (+/- 2%). No período 2013 a 2015, 11 novas unidades de produção (UEPs) entrarão em operação, representando um acréscimo de 1,45 milhões bpd de capacidade para a Petrobras. Nos anos de 2016 e 2017 a maioria dos projetos do Pré-sal e da Cessão Onerosa entrará em operação, resultando em aceleração do crescimento da produção. O Pré-sal representará 35% da produção total em 2017.

A meta de produção total de óleo, LGN e gás natural no Brasil é de 3,0 milhões boed em 2016, de 3,4 milhões boed em 2017 e de 5,2 milhões boed em 2020.

Investimentos

O segmento de Exploração e Produção no Brasil investirá US$ 147,5 bilhões, o que representa um crescimento de US$ 15,9 bilhões em relação ao PNG 2012-16, devido principalmente à inclusão dos investimentos de 2017 em níveis compatíveis com a aceleração da produção planejada entre 2016 e 2020. Do total de investimentos, 73% serão alocados para desenvolvimento da produção, 16% para exploração e 11% para infraestrutura.

Os investimentos no Pré-sal e Cessão Onerosa correspondem a 68% do valor total investido em desenvolvimento da produção. Além destes investimentos, a execução dos projetos do PNG 2013-17 demandará de empresas parceiras da Petrobras US$ 39,7 bilhões nas atividades de E&P no Brasil.

A carteira em implantação prevê investimentos de US$ 43,2 bilhões no Abastecimento, sendo os principais projetos a Refinaria Abreu e Lima e a primeira fase do Comperj. Houve uma redução de US$ 12,6 bilhões em relação ao PNG 2012-16, pela conclusão de projetos de qualidade e conversão e pela finalização das refinarias em construção até 2016.

Os investimentos em expansão da capacidade de refino da carteira em avaliação avançaram na maturidade da fase de elaboração dos seus respectivos projetos. Atualmente, passam por otimização buscando o alinhamento com métricas internacionais.

O segmento de Gás e Energia tem alocados US$ 9,9 bilhões no PNG 2013-17, sendo US$ 5,9 bilhões para a conclusão dos projetos em implantação, dentre os quais destacamos a Unidade de Fertilizantes de Três Lagoas e a Usina Termelétrica Baixada Fluminense.

O negócio de Distribuição possui investimentos em implantação de US$ 2,9 bilhões, com destaque para os projetos de logística visando a manutenção da liderança no mercado e crescimento de participação no segmento automotivo.?A área de Biocombustíveis prevê investimento de US$ 1,1 bilhão em projetos em implantação. Os recursos estão distribuídos entre projetos de biodiesel e etanol.

Na área Internacional serão investidos US$ 3,2 bilhões na carteira em implantação, sendo intensificada a ênfase no segmento de E&P que representa 90% destes investimentos.

Financiabilidade

Para fins de análise de financiabilidade, a Companhia considera o preço por barril do petróleo tipo Brent convergindo para US$ 100 e a taxa de câmbio variando entre R$2,00/US$ e R$1,85/US$.?Os recursos necessários para o financiamento dos projetos em implantação serão provenientes da geração de caixa operacional (US$ 164,7 bilhões), uso de caixa excedente (US$ 10,7 bilhões), desinvestimentos e reestruturações financeiras (US$ 9,9 bilhões) e captações (US$ 61,3 bilhões bruto e US$ 21,4 bilhões líquido).

Em 2013 haverá a combinação de maior investimento anual com menor geração operacional de caixa no período, situação que será revertida durante o período do PNG, com o fluxo de caixa livre, antes dos dividendos, se tornando positivo a partir de 2015.

O aumento da geração de caixa devido ao crescimento da produção e da maturação dos investimentos reduzirá a necessidade de captações ao longo do período 2013-17. A expectativa é que em 2017 a Companhia esteja apresentando uma geração operacional de caixa em torno de US$ 50 bilhões por ano.

A alavancagem financeira não ultrapassará 35%, se mantendo no intervalo da meta de 25-35% e o indicador dívida líquida/EBITDA retornará, a partir de 2014, ao limite definido pela Companhia de até 2,5x, encerrando 2017 em 27% e 1,65x, respectivamente.

(Redação ??? Agência IN)

Fonte: http://www.investimentosenoticias.com.br

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