10 de Dezembro de 2012

Com novas condições, PSI terá R$ 100 bilhões em 2013

O Programa de Sustentação do Investimento (PSI), que venceria no final de 2012, foi prorrogado para o ano que vem com novas taxas e condições (veja tabela), segundo anunciou o ministro da Fazenda, Guido Mantega, na última quarta-feira (5).

O Programa de Sustentação do Investimento (PSI), que venceria no final de 2012, foi prorrogado para o ano que vem com novas taxas e condições (veja tabela), segundo anunciou o ministro da Fazenda, Guido Mantega, na última quarta-feira (5). O PSI começou em 2009, para financiar investimentos com juros reduzidos e prazos elevados no contexto da crise internacional. Segundo Mantega, as novas condições permitirão um aumento de cerca de 8% nos investimentos, reduzindo os custos das empresas.

O volume de recursos é de R$ 100 bilhões. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) viabilizará R$ 85 bilhões e os outros R$ 15 bilhões serão ofertados para o sistema bancário - seja com recursos próprios ou por meio dos depósitos compulsórios, que serão disponibilizados para essa finalidade.

O novo PSI, disse o ministro Mantega, terá liberação mais ágil e incluirá o mercado de capitais - emissão de debêntures de infraestrutura, de investimento e os Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs) de infraestrutura, além de leasing para bens de capital e veículos.

O ministro da Fazenda anunciou ainda a redução da Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) de 5,5% para 5% a partir de 1º de janeiro do ano que vem, conforme resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN) a ser aprovada neste mês. ?Essa redução vai baratear outras linhas de financiamento do BNDES, tanto as que já foram tomadas e que ainda estão sendo pagas com os novos empréstimos?, diz Mantega. O estoque de crédito do banco de fomento, segundo o ministro, está entre R$ 400 bilhões e R$ 450 bilhões.

Com a prorrogação de 100% das concessões de transmissão e cerca de 60% de geração de energia elétrica que venceriam entre 2015 e 2017, formalizada na última terça-feira (4) no Ministério de Minas e Energia (MME), o governo federal garantiu a redução da conta de luz para o consumo residencial e industrial em pelo menos 16,7%, a partir de fevereiro do próximo ano. O diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica, Nelson Hübner, informou que a queda na conta de energia elétrica será sentida pelos consumidores em março do ano que vem.

Segundo o secretário executivo do MME, Márcio Zimmermann, a adesão de 60% das companhias de geração significa que 15.301 MW foram renovados, dentro do total de 25.452 MW. Como algumas empresas de geração não aderiram, a meta passou de 20,2% para 16,7%.

(Redação - Agência IN)

Fonte: http://www.investimentosenoticias.com.br

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