1 de Abril de 2013

PMI do Brasil recua em março

As condições operacionais no setor industrial brasileiro continuaram a melhorar em março. A produção se expandiu mais uma vez no mês, refletindo volumes mais altos de entrada de novos trabalhos originados tanto de clientes internos quanto externos

As condições operacionais no setor industrial brasileiro continuaram a melhorar em março. A produção se expandiu mais uma vez no mês, refletindo volumes mais altos de entrada de novos trabalhos originados tanto de clientes internos quanto externos. No entanto, com o crescimento se desacelerando no que diz respeito ao volume de novos pedidos e à produção, a leitura do PMI mais recente caiu para o seu ponto mais baixo em três meses. Ao mesmo tempo, as pressões inflacionárias continuaram, com os custos de insumos crescendo pela taxa mais rápida em vinte e dois meses.

O ?ndice Gerente de ComprasTM - HSBC, Brasil (PMITM) registrou 51.8 pontos em março, abaixo do valor de 52.5 pontos divulgado em fevereiro, indicando que o setor industrial continuou a se expandir, embora por um ritmo mais lento. Mesmo assim, a média para o primeiro trimestre do ano (52.5) foi mais alta do que a registrada no último trimestre de 2012 (51.2).

Como reflexo da demanda forte nos mercados doméstico e internacional, o total do volume de novos pedidos cresceu pelo sexto mês consecutivo em março. Mesmo assim, a taxa de crescimento foi de um modo geral, moderada apenas e se desacelerou, atingindo um recorde de baixa de três meses. Os novos negócios para exportação se expandiram ligeiramente, e por um ritmo muito semelhante ao observado em fevereiro. Ao mesmo tempo, a produção aumentou moderadamente apenas, com a taxa de crescimento se desacelerando e atingindo o seu ponto o mais lento desde outubro de 2012.

Em março, os fabricantes no Brasil contrataram pessoal adicional em sintonia com as necessidades mais elevadas de produção. A taxa de criação de empregos foi modesta apenas, mas se acelerou, atingindo o seu ponto mais rápido desde fevereiro de 2012. O aumento do número de funcionários ajudou a aliviar a pressão sobre a capacidade operacional, e os negócios pendentes caíram pela primeira vez em três meses, embora ligeiramente apenas.

A atividade de compra no setor de produção de mercadorias do Brasil aumentou em março, estendendo a sequência atual de crescimento para cinco meses. Porém, o aumento mais recente de compra de insumos foi modesto apenas e o mais lento nessa sequência. Os prazos de entrega dos fornecedores se alongaram pelo décimo quinto mês consecutivo, em meio a evidências de condições insatisfatórias das estradas, escassez de matérias-primas e atrasos de pagamentos aos fornecedores.

Em março, as pressões inflacionárias persistiram no setor industrial brasileiro, com as taxas de inflação de insumos e de preços de produtos se acelerando. Os custos de compra cresceram pela taxa mais rápida desde maio de 2011, com os entrevistados relatando aumentos de preços para várias matérias-primas. Os preços médios de venda cresceram pelo décimo terceiro mês consecutivo, com a taxa de inflação sendo sólida, em geral, e a mais rápida em dois anos.? ?

(Redação ??? Agência IN)

Fonte: http://www.investimentosenoticias.com.br/

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