10 de Abril de 2013

Número de horas pagas aos trabalhadores da indústria varia 0,1%

Em fevereiro de 2013, o número de horas pagas aos trabalhadores da indústria, já descontadas as influências sazonais, variou 0,1% frente a janeiro, após assinalar três taxas negativas consecutivas, período em que acumulou perda de 0,6%.

Em fevereiro de 2013, o número de horas pagas aos trabalhadores da indústria, já descontadas as influências sazonais, variou 0,1% frente a janeiro, após assinalar três taxas negativas consecutivas, período em que acumulou perda de 0,6%. O dado foi divulgado hoje (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Ainda na série com ajuste sazonal, o índice de média móvel trimestral, ao apontar variação negativa de 0,1% na passagem dos trimestres encerrados em janeiro e fevereiro, permaneceu com resultados próximos à estabilidade, o que ocorre desde julho de 2012 (-0,2%).

Na comparação com fevereiro de 2012, o número de horas pagas em fevereiro de 2013, ao recuar 2,3%, mostrou a 18ª taxa negativa consecutiva nesse tipo de confronto e a mais intensa desde setembro de 2012 (-2,6%). As taxas foram negativas em 12 dos 14 locais e em 12 dos 18 ramos pesquisados. Em termos setoriais, as principais influências negativas vieram de vestuário (-7,6%), calçados e couro (-9,1%), têxtil (-6,8%), outros produtos da indústria de transformação (-5,3%), meios de transporte (-3,1%), máquinas e equipamentos (-2,6%), papel e gráfica (-2,8%) e madeira (-5,8%).

O setor de borracha e plástico (1,4%) assinalou o principal resultado positivo nesse mês. Entre os locais, a região Nordeste (-6,6%) apontou a principal influência negativa, pressionada pela redução no número de horas pagas nos setores de alimentos e bebidas (-8,6%), calçados e couro (-7,6%), refino de petróleo e produção de álcool (-19,6%), vestuário (-5,0%), minerais não-metálicos (-5,6%), indústrias extrativas (-10,0%) e outros produtos da indústria de transformação (-9,7%).

Outros impactos negativos ocorreram em São Paulo (-2,2%), Rio Grande do Sul (-4,9%), Pernambuco (-10,7%) e Bahia (-7,2%). Paraná (0,9%) exerceu a única contribuição positiva, impulsionado pela expansão dos setores de máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (16,7%), têxtil (18,2%), outros produtos da indústria de transformação (6,5%) e produtos químicos (9,0%).

No índice acumulado em 2013, o número de horas pagas na indústria recuou 1,8% e acelerou o ritmo de queda frente ao resultado do último trimestre de 2012 (-1,1%), ambas as comparações contra igual período do ano anterior. Houve recuo em 12 dos 18 setores pesquisados, os mais relevantes verificados nos ramos de vestuário (-7,7%), calçados e couro (-7,4%), outros produtos da indústria de transformação (-5,3%), têxtil (-5,6%), máquinas e equipamentos (-2,8%), meios de transporte (-2,0%), papel e gráfica (-2,8%) e madeira (-6,1%). Alimentos e bebidas (1,0%) exerceu a principal contribuição positiva. Em nível regional, 11 dos 14 locais apresentaram taxas negativas, com destaque para o recuo de 5,2% registrado pela região Nordeste, seguida por São Paulo (-1,6%), Rio Grande do Sul (-4,6%), Pernambuco (-9,0%), Bahia (-5,3%) e região Norte e Centro-Oeste (-1,5%). Paraná (1,3%) e Minas Gerais (0,2%) assinalaram as taxas positivas nos dois primeiros meses de 2013.

A taxa anualizada, índice acumulado nos últimos 12 meses, ao recuar 2,0% em fevereiro de 2013, manteve a trajetória descendente iniciada em fevereiro de 2011 (4,5%).

(Redação ??? Agência IN)

Fonte: http://www.investimentosenoticias.com.br/

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