11 de Abril de 2013

Vendas no varejo caem 0,4% em fevereiro

O comércio varejista do país registrou variação de ???0,4% no volume de vendas e de 0,6% para a receita nominal em fevereiro, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O comércio varejista do país registrou variação de ???0,4% no volume de vendas e de 0,6% para a receita nominal em fevereiro, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Para o volume de vendas, tal resultado representa a primeira variação negativa do ano. Já para a receita nominal, trata-se do nono mês consecutivo de crescimento. Em termos de variação da média móvel, para o volume de vendas a variação foi de -0,12%, enquanto a receita apresentou taxa de 0,73%. Nas demais comparações, obtidas das séries originais (sem ajuste), o varejo nacional obteve, em termos de volume de vendas, variação de -0,2% sobre fevereiro do ano anterior, 2,9% no acumulado do bimestre e 7,4% no acumulado dos últimos 12 meses. Para os mesmos indicadores, a receita nominal de vendas apresentou taxas de variação de 7,6%, 10,1% e de 11,8%, respectivamente.

Nos resultados de fevereiro sobre o mês anterior, quatro das dez atividades pesquisadas obtiveram resultados positivos para o volume de vendas com ajuste sazonal. Em ordem de magnitude das taxas, os resultados foram os seguintes: Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (5,2%); Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (2,4%); Livros, jornais, revistas e papelaria (0,7%); Material de construção (0,7%); Móveis e eletrodomésticos (-0,2%); Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-1,0%); Tecidos, vestuário e calçados (-1,1%); Veículos e motos, partes e peças (-1,7%); Combustíveis e lubrificantes (-2,1%) e Outros artigos de uso pessoal e doméstico (-2,9%).

Já na relação fevereiro de 2013 contra fevereiro de 2012 (série sem ajuste), quatro das oito atividades do varejo obtiveram resultados negativos no volume de vendas. Por ordem de importância no resultado global, as variações foram as seguintes: -2,1% para Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo; -1,0% para Móveis e eletrodomésticos; -1,0% para Combustíveis e lubrificantes; -1,0% para Tecidos, vestuário e calçados; 5,3% para Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação; 6,9% em Livros, jornais, revistas e papelaria; 6,9% para Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos e 6,3% para Outros artigos de uso pessoal e doméstico.

Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, com variação de -2,1% no volume de vendas sobre fevereiro de 2012, proporcionou a principal contribuição relativa à taxa global do varejo. Para esse segmento, nessa base de comparação, não se tem uma variação negativa desde novembro de 2004. A justificativa é a existência de um forte efeito base, dado que em fevereiro de 2012 a variação foi de 13,3%, por conta do aumento do salário mínimo (14,13%). Ademais, nesse início de ano, os preços da atividade têm tido um comportamento de alta muito acima da média. Em termos acumulados, a taxa para os primeiros dois meses do ano foi de 0,6% e para os últimos 12 meses, de 6,8%.

Móveis e eletrodomésticos, com variação de -1,0% no volume de vendas em relação a fevereiro do ano passado, registrou o segundo maior impacto na formação da taxa do varejo. Para o segmento, é a primeira queda após junho de 2009. Os aumentos dos preços no setor, resultado da atual política do governo de reposição gradual da alíquota de IPI para linha branca, pode justificar esse resultado. No acumulado do bimestre, a taxa foi de 2,7% e nos últimos 12 meses, de 10,4%.

Combustíveis e lubrificantes, com -1,0% de variação do volume de vendas em relação a fevereiro de 2012, respondeu pela terceira maior contribuição relativa à taxa global do varejo. Em termos acumulados, as taxas de variação chegaram a 4,0% no ano e 7,2% nos últimos 12 meses.

Tecidos, vestuário e calçados, quarta maior influência negativa à taxa global do varejo, obteve decréscimo no volume de vendas da ordem de -1,0% sobre fevereiro de 2012, e taxa acumulada no ano e nos últimos 12 meses de 2,3% e 3,9%, respectivamente.

Por fim, equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação, quinto maior impacto na formação da taxa global do varejo, obteve acréscimo no volume de vendas da ordem de 5,3% sobre fevereiro de 2012, taxa acumulada no ano de 7,0% e nos últimos 12 meses de 3,9%. Dentre os fatores que vêm determinando esse desempenho, destacam-se a redução de preços dos produtos do gênero (-1,1% nos últimos 12 meses para microcomputador no IPCA), além do aumento da massa salarial.

(Redação ??? Agência IN)

Fonte: http://www.investimentosenoticias.com.br/

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