23 de Julho de 2013

85% das empresas não estão preparadas para a nova fase do SPED

A terceira fase do projeto, chamada de Escrituração Fiscal Digital, o EFD, passa a ser obrigatório para todas as empresas em 2014 e pode causar grandes transtornos para a maioria dos empresários. ?? o que garante Lauro Azevedo, sócio da consultoria Paycon, que empreendeu um levantamento envolvendo 112 empresas que atuam no Brasil e possuem uma média de 300 funcionários. Desde 2008 o governo brasileiro iniciou a aplicação do Sistema Público de Escrituração Digital, o SPED, que busca uma maior integração e administração dos tributos.

A terceira fase do projeto, chamada de Escrituração Fiscal Digital, o EFD, passa a ser obrigatório para todas as empresas em 2014 e pode causar grandes transtornos para a maioria dos empresários. ?? o que garante Lauro Azevedo, sócio da consultoria Paycon, que empreendeu um levantamento envolvendo 112 empresas que atuam no Brasil e possuem uma média de 300 funcionários. Desde 2008 o governo brasileiro iniciou a aplicação do Sistema Público de Escrituração Digital, o SPED, que busca uma maior integração e administração dos tributos.

A aplicação do SPED tem ampliado o controle sobre o pagamento das obrigações tributárias pela Receita, aumentando a transparência. Com a implantação do sistema eletrônico, o órgão arrecadou cerca de R$ 115,8 bilhões em autuações fiscais, de acordo com a própria Receita Federal. Essa fiscalização deve ser ainda maior no próximo ano, já que, com o EFD, os dados da folha de pagamento e o registro de empregados serão armazenados em um cadastro único, compartilhado pela Receita Federal, pela Caixa Econômica, Ministério do Trabalho, Previdência Social, Ministério Público do Trabalho e Justiça do Trabalho.

????? certo que sua implantação propiciará aos órgãos de fiscalização maior agilidade no processo de apuração de eventuais desvios relacionados à contratação, remuneração e tributação da mão de obra direta ou terceirizada utilizada por todas as empresas, independente de seu porte, atividade ou número de empregados??, explica Azevedo. Apesar da clara vantagem para o governo e as empresas, a medida também traz uma série de complicações por conta dos ajustes que serão necessários. Ainda de acordo com o consultor, apenas 26% das empresas pesquisadas pela Paycon estão preparadas para o EFD, enquanto apenas outros 14% têm algum plano de ação para prevenir ou corrigir eventuais irregularidades. Os restantes 60% ainda não colocaram as adequações como uma prioridade.

Setores com grande movimentação de mão-de-obra, como construção civil, TI, telemarketing, agronegócio, petróleo e gás e prestação de serviços devem ser os principais alvos da fiscalização, além das tomadoras de serviços terceirizados. ???Isso deve levar as empresas a uma transição bem traumática??, destaca Azevedo.

Para o especialista, é importante que exista um plano preventivo, corrigindo as falhas no pagamento. ????? sempre importante destacar, que as multas envolvidas podem alcançar valores significativos, principalmente se imaginarmos que a fiscalização poderá revisar os procedimentos adotados pelas empresas nos últimos cinco anos??, explica.

(Redação ??? Agência IN)

Fonte: http://www.investimentosenoticias.com.br/

Mais Notícias