22 de Novembro de 2012

Varejo aposta nas vendas de Natal e estima alta de 9,2% em novembro

Apoiado na expansão do mercado de trabalho neste final de ano e da renda, o setor varejista tem apresentado resultados de vendas satisfatórios em 2012 e, mesmo com a previsão de um crescimento da atividade econômica menos vigoroso e a manutenção de um cenário externo conturbado, o setor deve apresentar taxa de crescimento igual ou ligeiramente superior a 2011, que foi de 6,7%.

Apoiado na expansão do mercado de trabalho neste final de ano e da renda, o setor varejista tem apresentado resultados de vendas satisfatórios em 2012 e, mesmo com a previsão de um crescimento da atividade econômica menos vigoroso e a manutenção de um cenário externo conturbado, o setor deve apresentar taxa de crescimento igual ou ligeiramente superior a 2011, que foi de 6,7%.

Nestes dois últimos meses de 2012, em virtude das vendas de Natal, o IAV-IDV (?ndice Antecedente de Vendas), estudo realizado mensalmente com os associados do IDV (Instituto para Desenvolvimento do Varejo), aponta alta de 9,2% em novembro e 9% em dezembro, na comparação com os mesmos meses do ano anterior. Já para janeiro de 2013, a expectativa é de que haja um aumento de 7%, também em relação ao mesmo mês deste ano.

De acordo com os associados da entidade, em outubro houve alta de 4,5%, em comparação com as vendas do mesmo período do ano anterior. Assim como ocorreu em setembro, o crescimento nas mesmas lojas também foi negativo (2,16%), o que comprova que o aumento das vendas tem se baseado na expansão da rede de lojas. O IAV-IDV ainda aponta para a retomada de crescimento real nas mesmas lojas a partir deste mês, com taxa de 0,18%, ampliando-se progressivamente até 2,19% até janeiro de 2013.

Apesar de apontar forte desaceleração em outubro, o varejo de não-duráveis continua a se destacar, com alta de 8,9% em novembro. Para os dois próximos meses, os associados também estimam taxas de dois dígitos, com 13,2% de crescimento em dezembro e 12,2% em janeiro. ?? importante lembrar que o desempenho desta categoria tem o maior peso nos indicadores de varejo do IBGE, pois contribuem entre 40% e 50% no índice da Pesquisa Mensal do Comércio.

Já o setor de bens semiduráveis (vestuário, calçados, livrarias e artigos esportivos), que tem apresentado desempenho mais comedido em relação aos não-duráveis nos últimos meses, tende a apresentar desempenho melhor nos meses subsequentes em relação à media anual. Os associados apontam expansão entre 7,2% e 9,7% de novembro a janeiro.

No varejo de bens-duráveis (como móveis, eletrodomésticos, material de construção, etc.), fortemente influenciado pela expansão de crédito, as taxas de crescimento de novembro a janeiro devem ser de 5,3% a 9,3%. Vale lembrar que o governo prorrogou o prazo da redução da alíquota do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) até 31 de dezembro de 2012 para a linha branca, móveis e laminados, luminárias e papéis de parede. Assim, espera-se que o desempenho do segmento continue pelo menos em linha com o observado até o momento.

De acordo com o presidente do IDV, Fernando de Castro, a confiança do consumidor e o bom índice de geração de empregos explicam esta previsão de aumento de vendas para este final de ano. O próprio varejo é um gerador deste crescimento, pois as atividades de varejo e atacado lideraram a criação de empregos em setembro, com aumento de 199 mil (4,8%) em comparação a setembro de 2011, e manterão este mesmo nível de geração de empregos nos próximos meses. Este é um fator importante que tem impulsionado a atividade econômica e as vendas no varejo. ?Por isto, continuamos com a expectativa de que o varejo registre taxa de crescimento superior à do ano passado. Já no âmbito externo, os agentes econômicos tentam entender os possíveis desdobramentos a respeito das transições políticas das duas grandes potencias econômicas globais, China e Estados Unidos. No país asiático, a passagem do bastão do bem-sucedido economicamente líder Hu Jintao para Xi Jinping segue em pauta, enquanto o reeleito de Barack Obama inicia a negociação do abismo fiscal da maior dívida pública daquela potência econômica mundial?, analisa Castro.

(Redação ??? Agência IN)

Fonte: http://www.investimentosenoticias.com.br

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