13 de Novembro de 2013

Clima econômico na América Latina segue estável

O indicador Ifo/FGV de Clima Econômico da América Latina (ICE) de outubro - elaborado em parceria entre oInstituto alemão Ifo e a FGV tendo como fonte de dados a Ifo World Economic Survey (WES) – repetiu o resultado da última sondagem de julho (4,4 pontos). A estabilidade foi determinada pela combinação de piora no IndicadorIfo/FGV da Situação Atual (ISA) (de 4,5 para 4,0 pontos) e melhora no Indi

 

 

indicador Ifo/FGV de Clima Econômico da América Latina (ICE) de outubro - elaborado em parceria entre oInstituto alemão Ifo e a FGV tendo como fonte de dados a Ifo World Economic Survey (WES) – repetiu o resultado da última sondagem de julho (4,4 pontos). A estabilidade foi determinada pela combinação de piora no IndicadorIfo/FGV da Situação Atual (ISA) (de 4,5 para 4,0 pontos) e melhora no Indicador Ifo/FGV de Expectativas (IE) (de 4,3 para 4,8 pontos) . Apesar da melhora das expectativas, ambos os indicadores ficaram abaixo da média histórica dos últimos dez anos, permanecendo na zona de avaliação desfavorável.

Entre julho e outubro, o ICE do mundo aumentou de 5,2 para 5,5 pontos, ficando acima da média dos últimos dez anos. A alta foi liderada pelo IE, que além de ter subido de 6,0 para 6,4 pontos entre julho e outubro, manteve-se na zona favorável. O ISA do mundo, no entanto, permaneceu na zona desfavorável ao passar de 4,4 para 4,5 pontos. Nas regiões/países onde o ICE melhorou, como a União Europeia e a Ásia, o comportamento foi similar. A melhora nas expectativas puxou a subida do ICE, enquanto o ISA aumentou pouco, mas continua na zona de avaliação desfavorável.

Nos Estados Unidos, os problemas associados à questão do teto da dívida levaram a uma piora de todos os indicadores, embora o clima econômico continue favorável. Dos BRICS, Índia, Rússia e África do Sul também registraram queda no ICE e permanecem na zona de avaliação desfavorável. Deste grupo de países emergentes, apenas China e Brasil registraram alta no ICE. O ICE da China aumentou em 27,3% e o país entrou na zona favorável. O ICE do Brasil cresceu com um percentual próximo (26,3%), mas o país ainda permanece na zona de avaliação negativa.

A projeção de crescimento médio do PIB mundial nos próximos 3 a 5 anos, publicada pelo Ifo World Economic Survey (WES), mostrou um pequeno aumento em relação ao mesmo período do ano passado, passando de 2,5% para 2,6%. Os PIBs da Ásia e da União Europeia foram revistos de forma favorável, refletindo a melhora no ICE. O primeiro passou de 3,5% para 3,7% e o segundo de 1,2% para 1,6%. Nos Estados Unidos, houve queda na projeção, porém pequena (2,3% para 2,2%). Para a América Latina a estimativa passou de 3,6% para 3,2%.

Resultado dos Países da América Latina

Os três indicadores (ICE, ISA e IE) estão na zona favorável para a Bolívia, Colômbia, Peru e Paraguai. Na Colômbia, houve piora do clima econômico, puxada pelas expectativas. No Paraguai, houve recuo do ISA e do IE. Na Colômbia, os protestos em setembro contra a políticas econômica podem ter influenciado os resultados. No Paraguai, apesar da queda, o ICE é ainda o maior da região. Divergências quanto à imposição de um imposto sobre exportações de produtos agrícolas podem ser um dos fatores para explicar a queda no indicador. Na Bolívia o indicador ficou estável e no Peru melhorou.

Além destes países, apenas Chile e Equador apresentaram ICE favorável em outubro de 2013. No Brasil, apesar do ICE desfavorável, os três indicadores melhoraram e as expectativas estão na zona favorável, sinalizando uma fase de recuperação da economia. Nota-se que a melhora sinaliza a interrrupção da tendência de piora no clima econômico iniciada em janeiro do presente ano. Não obstante, o resultado do ICE de outubro ainda é inferior aos valores registrados ao longo do ano de 2012. Assim, explica-se porque a projeção do PIB para os próximos 3 a 5 anos foi revista para baixo na comparação entre outubro de 2012 e 2013 de 3,7% para 2,6%. O clima econômico no Brasil melhorou em outubro, mas o resultado não sugere a volta do otimismo que predominou no início de 2013, quando o indicador das expectativas chegou a 7,2 pontos. Argentina e Venezuela permanecem com os piores indicadores da região e os últimos colocados no ranking do ICE médio quadrimestral.

Por fim, a Sondagem da América Latina de outubro traz a lista dos principais problemas que os especialistas apontam como inibidoras do crescimento econômico atual dos países. Falta de competitividade internacional seguida de falta de confiança nas políticas governamentais e escassez de mão de obra qualificada são as principais questões na região latino americana. Na Sondagem de abril, a falta de confiança nas políticas do governo estava em terceiro lugar e a escassez de mão de obra em segundo. Não é um bom sinal, pois investimentos dependem de confiança nas políticas governamentais.

(Redação - Agência IN)

Fonte: http://www.investimentosenoticias.com.br/

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