8 de Maio de 2014

Cesta básica: Preços aumentam em 17 capitais

A alta nos preços dos produtos alimentícios essenciais, em abril, continuou a predominar em quase todas as 18 capitais onde o DIEESE - Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos – realiza, mensalmente, a Pesquisa da Cesta Básica de Alimentos. A única retração foi registrada em Goiânia (-5,41%).

 

A alta nos preços dos produtos alimentícios essenciais, em abril, continuou a predominar em quase todas as 18 capitais onde o DIEESE - Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos – realiza, mensalmente, a Pesquisa da Cesta Básica de Alimentos. A única retração foi registrada em Goiânia (-5,41%).

Porto Alegre foi a capital onde se apurou o maior valor para a cesta básica (R$ 359,37), apesar de a variação verificada ser a oitava menor, 0,90% em relação a março. Na sequência aparecem São Paulo (R$ 357,85), Florianópolis (R$ 351,66) e Vitória (R$ 351,27). Os menores valores médios foram observados em Aracaju (R$ 238,04), João Pessoa (R$ 270,15) e Salvador (R$ 274,38).

Com base no custo apurado para a cesta de Porto Alegre, e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e sua família com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o DIEESE estima mensalmente o valor do salário mínimo necessário. Em abril deste ano, o menor salário necessário deveria ser de R$ 3.019,07, ou seja, 4,17 vezes o mínimo em vigor, de R$ 724,00. Em março, o mínimo necessário era menor, equivalendo a R$ 2.992,19, ou 4,13 vezes o piso vigente. Em abril de 2013, o valor necessário para atender às despesas de uma família chegava a R$ 2.892,47, o que representava 4,26 vezes o mínimo de então (R$ 678,00).

Variações acumuladas 
No acumulado dos primeiros quatro meses de 2014, as 18 capitais apresentaram alta no valor da cesta básica. As maiores elevações situaram-se em Brasília (14,43%), Curitiba (11,42%) e Florianópolis (10,12%). Os menores aumentos foram verificados em Manaus (0,63%), Natal (3,37%) e Salvador (3,49%). 
Em doze meses - entre maio de 2013 e abril último, doze cidades tiveram variações positivas, com destaque para as do Sul - Porto Alegre (15,08%), Curitiba (13,16%) e Florianópolis (12,92%). As retrações ocorreram em Manaus (-8,83%), João Pessoa (-7,15%), Aracaju (-3,91%), Recife (-3,24%), Natal (-1,40%) e Fortaleza (-0,91%).

Cesta x salário mínimo 
Em abril, para comprar os gêneros alimentícios essenciais, o trabalhador remunerado pelo salário mínimo precisou realizar, na média das 18 capitais pesquisadas, jornada de 95 horas e 36 minutos, tempo superior às 93 horas e 39 minutos exigidas em março. Em relação a abril de 2013, a jornada comprometida no mês passado foi menor, já que naquele mês eram necessárias 98 horas e 05 minutos. 
O óleo de soja subiu em 17 cidades e as maiores altas ocorreram em Belém (10,59%), Fortaleza (6,93%), João Pessoa (6,67%) e Recife (6,09%). A redução do preço médio aconteceu somente em Aracaju (-0,67%). Em 12 meses, o preço diminuiu em 14 cidades, resultado da já presente trajetória de queda. As maiores reduções foram observadas em Salvador (-16,02%) e 
Manaus (-12,66%). As altas foram registradas em Florianópolis (8,33%), Natal (7,69%), Recife (3,79%) e Fortaleza (3,50%). A soja, insumo do óleo, apresentou safra recorde, o que diminuiu o preço do grão. Entretanto, os produtores reduziram a venda do produto com intuito de aumentar a cotação, o que pode explicar a elevação do preço do bem no varejo.

O café em pó mostrou elevação em 16 cidades e as taxas variaram entre 6,12% em Brasília e 0,10% em Florianópolis. As reduções foram anotadas em Goiânia (-4,18%) e Manaus (-0,51%). O clima quente afetou a produtividade dos cafezais e diante da incerteza em relação à safra brasileira, o preço do grão vem oscilando fortemente no mercado interno. Já em 12 meses, houve diminuição da taxa acumulada em 14 cidades, com destaque para Vitória (-15,78%), Manaus (-10,76%) e Florianópolis (-9,43%).

O pão francês ficou mais caro em 13 locais, seu preço ficou estável em quatro e houve redução em Goiânia (-1,33%). As maiores altas ocorreram em Belo Horizonte (6,09%), Aracaju (5,01%) e Campo Grande (2,78%). A estabilidade foi registrada em Belém, Salvador, Vitória e Recife. Na comparação anual, o pão francês ficou mais caro em todas as capitais, sendo os maiores aumentos identificados em Campo Grande (35,13%), Porto Alegre (17,49%) e Salvador (15,84%).

O tomate, produto que vinha apresentando predominância de alta nos meses anteriores, ficou mais barato em 11 cidades. As quedas mais intensas aconteceram em Goiânia (-26,95%), Campo Grande (-21,07%) e Rio de Janeiro (-20,23%). Os altos preços do tomate nos dois meses anteriores reduziram a demanda pelo bem, o que explica a diminuição do preço no varejo. Na comparação anual, houve diminuição em 15 capitais e os decréscimos variaram entre -33,17% em João Pessoa e -7,80% em Brasília. Os aumentos ocorreram em Porto Alegre (22,92%), Florianópolis (2,36%) e Salvador (2,35%). 
Quando se compara o custo da cesta e o salário mínimo líquido, ou seja, após o desconto referente à Previdência Social, verifica-se que o trabalhador remunerado pelo piso nacional comprometeu, em abril, 47,23% de seus vencimentos para comprar os mesmos produtos que em março demandavam 46,27%. Em abril de 2013, o comprometimento do salário mínimo líquido com a compra da cesta equivalia a 48,46%.

(Redação – Agência IN)

Fonte: http://www.investimentosenoticias.com.br/

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