16 de Maio de 2014

Indústria pode pagar 60% a mais pela energia elétrica ao final de 2015

O custo médio da energia elétrica para as indústrias brasileiras no mercado cativo pode chegar a R$ 420,20 por MWh ao final de 2015, caso o reajuste médio de 17,1% se mantenha neste ano para as 41 distribuidoras que ainda terão seus reajustes aprovados e se repita no ano que vem.

 

 

O custo médio da energia elétrica para as indústrias brasileiras no mercado cativo pode chegar a R$ 420,20 por MWh ao final de 2015, caso o reajuste médio de 17,1% se mantenha neste ano para as 41 distribuidoras que ainda terão seus reajustes aprovados e se repita no ano que vem.

Na comparação com janeiro de 2013 - quando foi concedido o desconto através da MP 579 e o valor era de R$ 263 por MWh - o aumento será de 60%. Caso a projeção se confirme e todas as outras variáveis se mantenham constantes, em 2015 o Brasil subirá para a 4ª posição em ranking de maior custo de energia, atrás apenas da Índia (R$ 596,96), Itália (R$ 536,14) e Singapura (R$ 459,38). Hoje, o país ocupa a 11ª posição.

Os dados são do estudo “Perspectivas do custo da energia elétrica para a indústria no Brasil em 2014 e 2015”, divulgado nesta sexta-feira, dia 16, pelo Sistema FIRJAN (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro).

O valor final em 2015 considera o custo estrutural estimado para a indústria (R$ 401,30 por MWh) e o adicional de R$ 18,87 por MWh, relativo ao sistema de bandeiras tarifárias que entrará em funcionamento no ano que vem. O adicional supõe uma hidrologia favorável que resulte em baixo acionamento das usinas térmicas.

O estudo prevê ainda que até o final deste ano a indústria estará pagando R$ 342,70 por MWh pela energia elétrica e todo o desconto concedido em janeiro do ano passado terá sido eliminado.

De acordo com o gerente de Competitividade Industrial e Investimentos do Sistema FIRJAN, Cristiano Prado, a questão do custo da energia precisa continuar na pauta nacional. "O caminho agora é reduzir os impostos federais e estaduais para que possamos ter resultados já no curto prazo, interrompendo essa trajetória de crescimento do custo”.

(Redação - Agência IN)

Fonte: http://www.investimentosenoticias.com.br/

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