8 de Maio de 2015

Taxa de desocupação cresce no 1T15, mostra PNAD Contínua

A taxa de desocupação, no Brasil, foi estimada em 7,9% no 1º trimestre de 2015, a maior taxa verificada desde o 1º trimestre de 2013 (8,0%), segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esta estimativa cresceu tanto na comparação com o 4º trimestre de 2014 (6,5%), quanto com o 1º trimestre de 2014 (7,2%).

taxa de desocupação, no Brasil, foi estimada em 7,9% no 1º trimestre de 2015, a maior taxa verificada desde o 1º trimestre de 2013 (8,0%), segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esta estimativa cresceu tanto na comparação com o 4º trimestre de 2014 (6,5%), quanto com o 1º trimestre de 2014 (7,2%).

De acordo com a PNAD Contínua, no 1º trimestre de 2015, a região Nordeste foi a que apresentou a maior taxa de desocupação (9,6%) e a região Sul, a menor (5,1%). No Centro-Oeste, do 1º trimestre de 2014 para o 1º trimestre de 2015, foi observada elevação de 1,5 ponto percentual na taxa de desocupação e nas regiões Norte e Sudeste, de 1,0 ponto percentual.

As análises apontaram diferenças significativas na taxa de desocupação entre homens e mulheres, comportamento verificado também nas cinco grandes regiões. No 1º trimestre de 2015, a taxa foi estimada em 6,6% para os homens e 9,6% para as mulheres. Já entre os jovens de 18 a 24 anos de idade, a taxa ficou em 17,6%, patamar elevado em relação à taxa média total (7,9%), comportamento verificado, tanto para o Brasil, quanto para as cinco grandes regiões.

A taxa de desocupação para o contingente de pessoas com ensino médio incompleto (14,0%) era superior à verificada para os demais de níveis de instrução. Para o grupo de pessoas com nível superior incompleto, a taxa foi estimada em 9,1%, praticamente o dobro da verificada para aqueles com nível superior completo (4,6%).

Por outro lado, o nível da ocupação (indicador que mede a parcela da população ocupada em relação à população em idade de trabalhar) no Brasil, no 1º trimestre de 2015, foi estimado em 56,2%. Este indicador apresentou variação estatisticamente significativa em relação ao trimestre anterior, quando era 56,9% e também em comparação com igual trimestre de 2014 (56,8%). As regiões Sul (60,6%) e Centro-Oeste (60,3%) apresentaram os maiores percentuais. A região Nordeste apresentou o menor nível da ocupação (51,4%).

No 1º trimestre de 2015, o nível da ocupação dos homens foi estimado em 67,4% e o das mulheres, em 45,9%. Este comportamento diferenciado deste indicador foi verificado nas cinco grandes regiões, com destaque para a Norte, onde a diferença entre homens e mulheres foi a maior (69,5% para homens e 42,8% para mulheres), e a Sul com a menor diferença (70,5% para homens e 51,3% para mulheres).

No 1º trimestre de 2015, o nível da ocupação do grupo etário de 25 a 39 anos foi estimado em 74,9%, enquanto que, para o grupo etário de 40 a 59 anos, em 69,3%. Entre os jovens de 18 a 24 anos, esta estimativa era 56,0%. Entre os menores de idade, de 14 a 17 anos, esta estimativa foi 15,4%, enquanto entre os idosos (60 anos ou mais), 22,0%.

Nos grupos com níveis de instrução mais altos, o nível da ocupação era mais elevado. No 1º trimestre de 2015, 30,9% das pessoas sem nenhuma instrução estava trabalhando. No grupo das pessoas com nível superior completo, o nível da ocupação chegou a 78,6%.

Contudo, no 1º trimestre de 2015, 78,2% dos empregados no setor privado tinham carteira de trabalho assinada, apresentando avanço de 0,5 ponto percentual em relação a igual trimestre de 2014. Em relação ao trimestre anterior, não houve variação estatisticamente significativa. Entre os trabalhadores domésticos, a pesquisa mostrou que 32,3% tinham carteira de trabalho assinada no 1º trimestre de 2015, enquanto no mesmo trimestre do ano passado, eram 31,5%. Os militares e servidores estatutários correspondiam a 69,4% dos empregados do setor público.

O percentual de empregados com carteira de trabalho assinada no setor privado mostrou cenários distintos. As regiões Norte (64,7%) e Nordeste (63,8%) apresentaram-se em patamares inferiores aos das demais regiões. A comparação do 1º trimestre de 2015 com o mesmo trimestre de 2014 apontou aumento maior deste indicador na região Centro-Oeste, onde passou de 77,1% para 79,0% nesse período.

Já o rendimento médio real de todos os trabalhos, habitualmente recebido por mês, pelas pessoas de 14 anos ou mais de idade, ocupadas na semana de referência, com rendimento de trabalho, foi estimado em R$ 1.840. Este resultado em relação ao mesmo trimestre de 2014 (R$ 1.840) foi considerado estável. Na comparação com o trimestre anterior (R$ 1.825), houve alta de 0,8%.

No 1º trimestre de 2015, a massa de rendimento médio real de todos os trabalhos, habitualmente recebido por mês, pelas pessoas de 14 anos ou mais de idade, ocupadas na semana de referência, com rendimento de trabalho, foi estimada em R$ 163,8 bilhões, estável em relação ao trimestre anterior (R$ 164,2 bilhões). Na comparação com o mesmo trimestre de 2014 (R$ 162,3 bilhões), esta estimativa caiu 0,9%.

No Brasil, no 1º trimestre de 2015, 39,0% das pessoas em idade de trabalhar foram classificadas como fora da força de trabalho, ou seja, aquelas que não estavam ocupadas nem desocupadas na semana de referência da pesquisa.

A região Nordeste foi a que apresentou a maior parcela de pessoas fora da força de trabalho (43,1%). As regiões Sul (36,2%) e Centro-Oeste (34,9%) tiveram os menores percentuais. Esta configuração não se alterou significativamente ao longo da série histórica disponível.

As mulheres eram maioria na população fora da força de trabalho, representando 65,9% no 1º trimestre de 2015. Cerca de 34,9% da população fora da força de trabalho era composta por idosos (pessoas com 60 anos ou mais de idade). Aqueles com menos de 25 anos de idade somavam 28,6% e os adultos, com idade de 25 a 59 anos, representavam 36,6%. No 1º trimestre de 2015, mais da metade desta população (52,6%) não tinha concluído o ensino fundamental e pouco menos de um quarto tinha concluído pelo menos o ensino médio (26,1%).

(Redação – Agência IN)

Fonte: http://www.investimentosenoticias.com.br/

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