29 de Maio de 2015

Confiança da Indústria recuou 1,6% em maio

O Índice de Confiança da Indústria (ICI) da Fundação Getulio Vargas recuou 1,6% entre abril e maio, ao passar de 72,8 para 71,6 pontos, o menor nível da série mensal, iniciada em outubro de 2005. A queda atingiu 10 dos 14 principais segmentos acompanhados pela pesquisa.

O Índice de Confiança da Indústria (ICI) da Fundação Getulio Vargas recuou 1,6% entre abril e maio, ao passar de 72,8 para 71,6 pontos, o menor nível da série mensal, iniciada em outubro de 2005. A queda atingiu 10 dos 14 principais segmentos acompanhados pela pesquisa.

“A confiança industrial mantém a trajetória de queda iniciada em 2014. Em maio, houve diminuição da satisfação com a situação presente dos negócios e queda do nível de utilização da capacidade, sinalizando um fraco desempenho produtivo do setor no segundo trimestre. Embora a desvalorização do câmbio nos últimos meses traga algum alento ao setor, as expectativas de curtíssimo prazo continuam sem dar sinais de melhora”, afirma Aloisio Campelo Jr., Superintendente Adjunto para Ciclos Econômicos da FGV/IBRE.

A queda do ICI em maio foi determinada pela piora tanto das avaliações sobre o momento presente quanto das expectativas em relação aos meses seguintes: O Índice da Situação Atual (ISA) caiu 2,0%, para 74,6 pontos, e o Índice de Expectativas (IE) recuou 1,3%, passando a 68,7 pontos.

O indicador que mede a satisfação com o ambiente geral de negócios foi o quesito que mais contribuiu para a queda do ISA no mês, ao recuar 3,7% em relação ao mês anterior. Entre abril e maio, a proporção de empresas avaliando a situação atual dos negócios como boa aumentou de 8,1% para 8,4% do total. Mas a parcela das que a avaliam como fraca aumentou em maior magnitude, ao passar de 38,1% para 41,0%.

No âmbito das expectativas, o Indicador de produção prevista foi o único dos três componentes do IE a registrar queda no mês (-5,7%). Ao alcançar 85,5 pontos, o indicador atingiu o menor nível da série mensal iniciada em outubro de 2005 . A proporção de empresas prevendo aumentar a produção nos três meses seguintes caiu de 13,4% para 13,2% entre abril e maio; já a parcela das que esperam reduzir a produção aumentou de 22,7% para 27,7% no mesmo período.

Para finalizar, o Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI) diminuiu 0,9 ponto percentual (p.p.) entre abril e maio, ao passar de 79,9% para 79,0%, o menor nível desde maio de 2009 (78,9%).

(Redação – Agência IN)

Fonte: http://www.investimentosenoticias.com.br/

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